Os temporais e a chuva intensa causaram estragos em 73 cidades do Rio Grande do Sul, segundo o relatório apresentado pela Defesa Civil na tarde desta terça-feira (21). O estado contabiliza 25 pessoas desalojadas em sete localidades.
Entre os problemas registrados estão alagamentos, casas sem telhado, pontes submersas, interrupções em estradas, quedas de árvores e falhas no fornecimento de energia elétrica.
O maior número de desalojados é encontrado no município de Cidreira, situado no Litoral Norte, com um total de seis pessoas. Em Alegrete, na Fronteira Oeste, cinco indivíduos estão fora de suas residências, enquanto Santa Maria, localizada na região Central, tem quatro desalojados. Dona Francisca e São Borja relatam três pessoas desalojadas cada uma.
Cerro Branco e Vale do Sol também enfrentam a situação de duas pessoas desalojadas em cada cidade. Assim, o total de desalojados no estado chega a 25.
Chuva excede 180 milímetros
O maior volume de precipitação registrado em um único dia ocorreu em Paraí, com 185,4 milímetros até as 20h. Porto Lucena registrou 181 milímetros, Marau teve um total de 176,2 milímetros e Passo Fundo acumulou 173,4 milímetros.
Outras cidades da Metade Norte também apresentaram altos índices de chuva nas últimas 24 horas. André da Rocha anotou 167,6 milímetros; Vanini registrou 163,8 milímetros; Carazinho alcançou 163 milímetros e David Canabarro acumulou 154,4 milímetros.
Porto Xavier atingiu 153,8 milímetros; Porto Mauá somou 149,8 milímetros e Ibirapuitã chegou a 148,8 milímetros.
No período de 12 horas, Paraí novamente se destacou com 164,8 milímetros. Marau registrou 155,8 mm; André da Rocha obteve 147,2 mm e Passo Fundo alcançou um total de 139 milímetros.
Alagamentos afetam residências e hospital
A cidade de Augusto Pestana informou que duas casas foram afetadas por alagamentos; entretanto, não há registros de desalojados ou desabrigados. Em Cachoeirinha, a água invadiu diversas residências em diferentes áreas da cidade. Marau também relatou o alagamento de uma casa e bloqueios em vias públicas.
Bagé enfrentou inundações em um hospital local; felizmente, não foi necessário transferir pacientes. A cidade ainda interditou três pontilhões devido ao nível das águas.
O Hospital São Francisco em Santa Maria também sofreu com alagamentos e houve danos nos telhados tanto de casas quanto escolas na região.
Pontes e estradas apresentam interdições
A chuva trouxe restrições e interdições nas estradas em várias regiões do estado. Em Canudos do Vale, três pontes baixas foram fechadas para tráfego. Já em Segredo houve interrupções nas pontes e acessos locais. Sobradinho viu duas vias rurais serem obstruídas pela água enquanto Roque Gonzales reportou danos significativos nas estradas e estruturas relacionadas como pontilhões e bueiros.
A cidade Relvado também informou sobre duas passagens molhadas que foram interditadas e São Sepé registrou uma ponte submersa devido à quantidade de chuvas.
Por conta das condições adversas das estradas, Pejuçara e Ubiretama suspenderam o serviço de transporte escolar.
Danos a residências e prédios públicos
No levantamento feito pela Defesa Civil, Uruguaiana reportou danos em telhados de 23 residências. Vera Cruz notificou que teve 20 casas destelhadas devido aos temporais. Arroio Grande informou sobre danos em 16 imóveis residenciais além do prédio da prefeitura local. Bagé contabilizou oito casas afetadas pelas chuvas.
Em Barão do Triunfo, as condições adversas causaram danos nas pontes e vias locais resultando no cancelamento das aulas em quatro escolas além de uma unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.
A escola Jari também interrompeu suas atividades após uma árvore cair sobre um poste que fornecia energia para a instituição; o fornecimento foi restabelecido posteriormente.
