A Vigilância Sanitária de Suzano realizou, na quinta-feira (15), a interdição de uma clínica terapêutica que estava operando de forma irregular no Jardim Brasil, no distrito de Palmeiras. A ação foi realizada em conjunto com a Guarda Civil Municipal (GCM) e equipes do 1º Distrito Policial, após denúncia feita à Ouvidoria Municipal, que apontava várias irregularidades no funcionamento da clínica.
Durante a fiscalização, foi constatado que as condições sanitárias eram insatisfatórias e que havia falhas graves na administração de medicamentos e na organização da documentação dos acolhidos. A maioria dos prontuários estava incompleta ou inexistente, dificultando o acompanhamento adequado do histórico clínico dos residentes.
Os representantes da clínica não conseguiram fornecer informações básicas sobre a gestão do local, nem comprovar a regularidade legal da instituição. Além disso, a vistoria apontou problemas na estrutura física, como problemas no piso, forro e ambientes com falta de higiene e segurança adequadas.
As camas estavam em péssimo estado de conservação e os banheiros não atendiam aos padrões mínimos, incluindo a falta de chuveiros em condições apropriadas de uso, afetando diretamente o bem-estar e a dignidade dos residentes.
A diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, destacou que a interdição foi necessária para proteger a integridade dos residentes, diante das diversas irregularidades encontradas. Mesmo com a informação de que a clínica estava passando por um processo de transição de responsabilidade legal, as falhas identificadas não foram justificadas.
Diante disso, a Vigilância Sanitária determinou a interdição total da clínica e estabeleceu um prazo de dez dias para a remoção de todos os residentes, que deverão ser encaminhados às famílias ou a locais apropriados, comprovando a ação ao órgão responsável.
Além das questões estruturais e documentais, também foram encontradas irregularidades no controle e na administração de medicamentos, sem protocolos claros de armazenamento, distribuição e acompanhamento do uso, o que representa um risco à saúde dos residentes.
Crédito das fotos: Divulgação / Secop Suzano
Operação conjunta identificou falhas graves na estrutura, na organização documental e no manejo de medicamentos; unidade foi interditada e terá prazo para remoção dos residentes
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